O acordeon foi desenvolvido por volta de 1829 em Viena (Áustria) por Cirilus Demian. Anteriormente houveram várias construções mais rudimentares até o seu aprimoramento. Sua construção foi baseada num instrumento de sopro chinês chamado Cheng, com o mesmo sistema de palhetas.

No século XIX ganhou o mundo depois de passar pelas regiões de Stradella e Ancona na Itália, onde surgiram importantes fábricas como Paolo Soprani eScandalli. Na Alemanha, o primeiro acordeon foi construído em 1822 em Berlin. Surge deste país a marca Hohner. Logo foi difundido por toda a Europa. Nos EUA há diversas fábricas, sendo a marca Excelsior a mais famosa.

Os primeiros registros da presença do instrumento no Brasil aparecem mais de 30 anos depois de sua fabricação, e são do tempo da guerra do Paraguai, que ocorreu por volta de 1864. Acabou ficando mais popular no Brasil próximo do final do século XIX, trazida pelos imigrantes italianos. Foi um instrumento feito principalmente para a dança. No campo, os acordeonistas animavam bailes de aldeia em aldeia por toda a Europa e também no Brasil, principalmente no sul e no interior. No Brasil, também tiveram grande destaque os acordeões Todeschini, fabricados na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Apesar de sua origem folclórica, o acordeon é capaz de executar qualquer estilo de música, como também música erudita e música de câmara que era muito comum nos anos 50, no seu auge, porque era moda executá-lo mesmo na sociedade mais refinada.

A sanfona brasileira é “parente” da concertina inglesa (acordeão cromático de botão com 120 baixos). Denominada acordeon, foi patenteada em Viena, em 1829, mas só adquiriu o teclado 20 anos depois. Chegou ao Brasil, onde o fole de oito baixos do Nordeste já fazia história. Também espalhou-se rapidamente pelo centro–oeste e sul do Brasil. Com as imigrações italianas e alemãs e, aos poucos, foi conquistando o povo e a elite. Os primeiros gêneros (fado, valsa, polca, bugiu, caijun etc.) retratavam o folclore dos imigrantes portugueses, alemães, italianos, franceses e espanhóis.

Segundo o pesquisador Mário de Aratanha, a elite musical só aceitou o acordeon a partir de artistas refinados como Chiquinho do Acordeon e Orlando Silveira que, a partir do choro, espraiou o instrumento em arranjos que abrangeram vários estilos.

O acordeon caíra momentaneamente no esquecimento com a chegada do rock. Surpreendentemente o mesmo rock que o derrubou vai ajudá-lo na sua reabilitação, principalmente na França. Atualmente vemos o acordeon reconquistando seu tão merecido lugar. No Rio Grande do Sul, temos a banda de rock Nenhum de Nós que utiliza o acordeon em algumas de suas músicas.

No entanto nunca deixou de animar festas e bailes. Na região nordeste do Brasil, o acordeon é um ícone de cultura e regionalismo, sendo muito usado em ritmos como o forró. No sul do Brasil é mais conhecido como gaita e também é considerado uma referência na cultura local e no tradicionalismo gaúcho. O acordeão diatônico, por sua vez, é chamado de gaita-ponto, gaita-botoneira, gaita de botão ou simplesmente botoneira. Alguns acordeonistas, ou gaiteiros, conhecidos dessa região são Adelar Bertussi, Albino Manique, Edson Dutra e Renato Borghetti.

Fonte: http://acordeon-rs.blogspot.com.br/p/historia.html

Detalhes do Curso

Tipo: Curso

Faixa Etária: A partir de 8 anos

Quando: Horários de segunda à sexta-feira, com uma aula individual de 45 minutos por semana.

Investimento: R$ 35,00 mensais

Início: Imediato, se houver vaga disponível